Muito barulho por nada?

Não, não é por nada, é por uma boa causa. Mas eu acho que as pessoas estão dispersando energia ao invés de concentrar. Se não vale a pena discutir com a pessoa, não discuta. Vamos falar pra quem quer ouvir.

Para entender, assista este vídeo:




E depois leia aqui:

"Amamentar é coisa antiga, mas tá com cara de coisa moderna por que andaram esquecendo como era e pra quê servia. Hoje em dia amamentar é um resgate.
Você estava tão acostumado a ver bebês e suas mamadeiras nas ruas que nunca se questionou se elas alimentavam os bebês em casa também. Por isso você acredita que dar o peito é um ato íntimo e que só deve acontecer entre 4 paredes. Na sua cabeça, o peito era dado em casa, só em casa. Pois eis a novidade: os bebês que tomavam mamadeira na rua, também o faziam em casa.
E este é o único motivo pelo qual hoje te causa estranheza ver uma mulher dando peito no meio da rua: você não está acostumado. Dê um tempo aos seus olhos, permita que as sinapses aconteçam, que você possa ligar o nome à pessoa... quem amamenta em casa, amamenta na rua também. Não é uma afronta, não é um exibicionismo, não é pela causa, não é moda. Só é assim que é.

Acostume-se!"

Eu quero reforçar que me sinto exatamente como a Lola e todas as mulheres que ficaram indigandas com o CQC. Mas como eu mesma publiquei no coments dela: eu acho que a abordagem de quem defende a amamentação tem que ser diferente.
E você?

Comentários

  1. Fiquei enojada com o CQC por seus comentários maldosos e preconceituosos com relação à anatomia feminina quando não utilizada para o fim de satisfazer o universo masculino. Mais enojada ainda quando eles dizem que a mulher que amamenta em público é porque quer mostrar o seio e que as que mostram são aquela que não precisam de sutiã, mas de joelheira. Que absurdo tratar a amamentação dessa forma!
    Eu, particularmente, preferia amamentar "entre 4 paredes", mas só até me acostumar com a amamentação e aprender como funciona... depois, amamentava em qualquer lugar, caso meu filho quisesse. Mas independente das minhas preferências ou não, eu respeito o direito de quem quer amamentar onde quer que seja.
    Sobre esses "intelectuais" do CQC, só posso acreditar que não foram amamentados.

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  2. Creio que cada tipo de manifestação tem seu papel. A Lola não é mãe; ela é ativista por todo tipo de liberdade individual e legítima que não fira os demais. Daí a abordagem diferente.
    Acho a ternura essencial, mas é importante termos também gente feroz ao nosso lado, que tem coragem de confrontar gente chauvinista como esse povo do CQC.

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  3. me dá a tal da vergonha alheia quando vejo homens supostamente educados falando coisas tão ridículas.
    coitados.

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